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Conspirações e Revoltas Nas Americas


Potência  hegemônica na Europa, a Inglaterra era a vanguarda das transformações industriais e editava as novas regras em nome da liberdade de comércio.  Ao mesmo tempo, os Estados Ibéricos  ressentiam-se de suas manufaturas medíocres, incapazes de concorrer com a produção  britânica.  Por meio de guerras, contrabando e acordos diplomáticos,  a Inglaterra conseguia ampliar seu comércio com outras metrópoles e respectivas colônias,  submetendo-as a uma dependência estrutural, ou seja, reservando-lhes o papel de fornecedoras de gêneros  agrícolas e matérias-primas, e de consumidoras de produtos industriais. Assim, as estruturas agrárias dos demais Estados e respectivas colônias  articulavam-se às  estruturas industriais de potência  inglesa, numa nítida relação de dependência econômica.  No limite, a Inglaterra procuraria estimular a independência das colônias  para consolidá-las como mercados consumidores, livres das restrições  comerciais do pacto colonial. Com a Revolução  Industrial, o Antigo Sistema Colonial, baseado na exclusividade de trocas mercantis entre colônia  e metrópole,  surgia como obstáculo para a expansão  do capitalismo. Portugal dependia da parceria inglesa para defender seu combalido Império  ultramarino e tornou- Se uma das principais aéreas  de influência  britânica.  Dessa forma, as bases do sistema colonial português  foram gradativamente  solapadas até  se romperem completamente  no início  do século  XIX. Testemunhos de viajantes, rumores, notícias  e livros eram agora os pregadores do princípios  liberais , que os antigos poderosos não  tardaram a nomear de "diabólicos". As incendiárias  idéias  satânicas  , no entanto, representavam para muitos o fim das tiranias cometidas em nome de Deus e o começo de uma nova época  da História.  Uma época  de questionamentos e revoluções. Nas capitanias de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco,  o descontentamento dos colonos culminou na contestação do poder metropolitano. A instabilidade das atividades mineradoras , a crescente fiscalização  e tributação por parte da Coroa portuguesa, o desenvolvimento de novos interesses econômicos  ligados ao abastecimento interno das regiões  americanas e as notícias acerca da independência  dos Estados Unidos e da Revolução Francesa tornaram  mais tensa e complexa a vida colonial. Ao contrário de outros movimentos e rebeliões ocorridos nos séculos  anteriores (Revolta de Beckham, Guerra dos Emboabas, Guerra dos Mascates, Revolta de Filipe dos Santos, sem contar os inúmeros conflitos envolvendo os jesuítas)  , a inconfidência  mineira (1789) , a Conjuração  do Rio de Janeiro  (1794) e a Revolta dos Alfaiates (1798) punham em causa a subordinação  da colônia  ao poder da Coroa portuguesa , ampliando o horizonte  político  das revoltas coloniais.

Lula Lá

Na noite de 27 de outubro de 2002, no Brasil, milhares de pessoas saíram às ruas. Em grandes cidades europeias , como Berlim, Lisboa e Paris, brasileiros abraçavam-se em meio a bandeiras verde-amarelas e vermelhas. No país, de norte a sul, a comemoração arrastou multidões para as ruas e avenidas. Mais uma vez, a avenida paulista , na capital do estado de São Paulo, serviu de palco para uma gigantesca manifestação popular. A manifestação comemorava a Vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2002. Com 61,3℅ dos votos válidos, Lula conseguiu vencer o candidato do governo, José Serra (PSDB), que obteve 38,7%. Pela primeira vez na história do Brasil, o candidato de uma partido ideologicamente identificado com a esquerda chegava ao poder. As bandeiras do PT , PCdoB, PDT, PSB, PPS e PCB tingiam o Brasil de vermelho. Desde a campanha eleitoral , o discurso do PT evitava assustar o empresariado e as classes medias do país. Um propaganda menos agressiva, ao lado de uma política de alianças mais ampla, que incluía partidos e setores de centro-direita ( o vice- presidente era José Alencar , do PL de Minas Gerais) trouxeram uma imagem mais conciliadora ao PT. Após o primeiro turno, o apoio dos candidatos Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) garantiu a vitoria nas eleições. A primeira equipe do governo Lula caracterizou-se pela presença de antigos representantes da esquerda brasileira. Ex militantes da luta armada, ex-exilados, ex-opositores da ditadura militar agora tinham a incumbência de governar o Brasil. Ainda assim, os setores mais à esquerda do próprio PT foram preteridos na formação do ministério. O governo optou por uma politica de composição e aproximação com outros partidos como o PV , PL , PMDB, PTB, PP (antigo PPB), alem dos partidos mais identificados com a esquerda. Alguns críticos acusavam que semelhante. postura utilizada pelo governo Fernando Henrique estaria sendo empregada pelo governo Lula. Por essas posições , o PT sofreu criticas de antigos companheiros. Em outubro de 2003, quase um ano apos a eleição de Lula, o deputado Fernando Gabeira deixava o partido após discordar da politica ambiental do governo. da maneira como foi recebido pelo ministro Jose Dirceu. Ironia do destino. Gábia foi um dos sequestradores do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Em troca do embaixador foram libertados 15 integrantes da esquerda presos pela ditadura. Entre eles, Jose Dirceu. Em dezembro de 2003, novos problemas com ala mais à esquerda do partido governista. Apos. duras críticas à politica econômica do governo , a senadora Heloísa Helena e os deputados Luciana Genro (RS), João Batista,  o Babá (PA) e João Fonte (SE) foram expulsos pelo diretório nacional do PT. A expectativa internacional m torno do governo manifestava no inicio de  2003. Em janeiro, em uma de suas primeira intervenções intervenções, o presidente Lula participava dos dois fóruns mundiais, em Davos e em Porto Alegre. Uma outra globalização seria mesmo possível? um governo de esquerda poderia inserir o Brasil no mundo globalizado e realizar a inserção social da maior parte da população brasileira ? Questões que se mantém em aberto que se apresentam como cruciais para a discussão dos problemas de nosso país.

A Independência Do Brasil

A partir de agosto de 1821, começaram a desembarcar em Lisboa os representante  das províncias brasileiras. Pouco a pouco, as divergências foram se manifestando até intensificarem-Se com a chegada da ruidosa bancada Paulista, que logo se articulou a outros deputados mais exaltados, como os baianos Agostinho Gones, Cipriano Barata e Lino Coutinho. Os paulistas, além  da monarquia dual, defendiam a igualdade a igualdade  do número  de deputados brasileiros e portugueses mas Cortes (dos cerca de 200 parlamentares,  130 eram Metrópole)  e um governo executivo para o Reino do Brasil com autonomia em relação a Lisboa. Na verdade, eles pretendiam um federação de dois reinos independentes, Brasil e Portugal, com a supremacia político-econômica  para o primeiro. A possibilidade de manter a ex-colônia unida a Portugal tornava-Se cada vez mais difícil.  Separação  e independência  eram palavras pronunciada com mais frequência nos debates parlamentares. Parte dos deputados brasileiros recusou-Se a assinar e a jurar a Constituição  elaborada em Portugal. Nos meses de setembro e outubro de 1822, começou a debandada desses, que deixavam Portugal e regressavam ao Brasil. A ruptura já  fora realizada. Enquanto os debates se arrastavam em Lisboa, uma composição política  surpreendente selou o destino do Império colonial português e determinou a emancipação  política  da elite do Brasil. Com o objetivo de garantir a manutenção  da ordem escravista e propiciar a hegemonia política  da elite do Centro-Sul, grandes proprietários de terras e traficantes de escravos de São  Paulo,  Rio de Janeiro e Minas Gerais articularam-Se em torno de D.Pedro e da burocracia portuguesa. Para o príncipe regente, a independência  do Brasil seria o último  recurso para derrotar as movimentações  liberais em curso em Portugal. Reformas eram preferíveis a revolução porque poderiam ser estabelecidas pelos grupos dominante sem a incômoda e questiona ora participação  popular, como ensinaram a Revolta dos Alfaiates e a Insurreição Pernambucana.  Assim, a articulação  que culminou na independência revelou-Se um pacto político com tempero tropical: um príncipe absolutista e uma elite escravista é liberal.

A Primeira Guerra Mundial


Em 1907 Pablo Picasso, personagem-símbolo  das artes no século  XX, concluía  a obra-chave "As Donzelas de Avignon". As Donzelas parecem zombar das convenções para criar uma ilusão  de realidade. Onde está  a perspectiva?  Onde está o sombreado dos elementos para sabermos o lugar em que a luz incide? As figuras encontram-Se fragmentadas, apontado para direções distintas, pintadas com estilos diferentes. As três  donzelas da esquerda têm  os rostos moldados segundos antigas esculturas ibéricas. As da direita são  máscaras africanas. Picasso, com um olho em suas origens hispânica e outro na escultura negra, estava, agressivamente,  atacando um estilo consagrado de pintura. Como afirmou o crítico de arte e ex-prefeito de Roma Giulio Argan (1909-1992), "na história  da arte moderna [o quadro] é  a primeira ação de ruptura". Apesar de alguns artistas como Picasso estarem então  anunciando a crise da cultura européia  antes da Primeira Guerra Mundial , ainda predominavam um certo fascínio iluminista pela tecnologia, que conduziria o homem ao progresso, e pela luz da ciência,  que produziria homens cada vez melhores e mais sábios.  Mas o que a racionalidade tecnológica  produziu foi a mais devastadora guerra da História da humanidade. " As luzes se apagam em toda a Europa", disse o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha na noite em que a Inglaterra e a Alemanha entraram em guerra. O progresso tecnológico  capacitou os combatentes a se exterminarem com uma eficiência sem precedentes. A Europa se converteu num matadouro:  cerca de 17 milhões  de mortos e 20 milhões  de feridos. Armas químicas,  aviões bombardeiros e submarinos inauguraram a era do massacre.

Rebeliões no Sul [Proclamação da República dos Farrapos]



A hegemonia do Centro-Sul foi questionada pelos grupos dominantes do Rio Grande do Sul de 1835 e 1845. Descontentes com a política tributária do governo central , que permitia a entrada do charque argentino a preços mais baixos que os da carne bovina gaúcha , e com a indicação do presidente da província pelo governo sediado no Rio de Janeiro , os gaúchos , liderados por Bento Gonçalves, tomaram o poder na província e proclamaram a República Rio-Grandense (República dos Farrapos). Em 1839, liderados pelo italiano Giuseppe Garibaldi , os revoltosos estenderam seu movimento para Santa Catrina , onde fundaram a República Juliana. Após quase dez anos de lutas, o marechal de campo Luís Alves de Lima e Silva , na época Barão de Caxias, conseguiu um acordo que pôs fim à revolta regional: anistia geral aos rebeldes , incorporação de seus comandantes ao Exército Nacional (com exceção dos generais) e impostos sobre os produtos argentinos.Sob a força das armas e por uma acordo com a elite do Centro-Sul , os gaúchos incorporavam-se definitivamente ao Império Brasileiro.


Números de Genes E Fenótipos Na Herança Quantitativa

Quando uma característica é condicionada por dois pares de alelos, são formados cinco tipos distintos de fenótipos. Se forem três pares de alelos , teremos sete tipos de fenótipos. Como regra geral, o número de fenótipos possíveis em uma F² resultante do cruzamento entre dois híbridos para todos os alelos, é dado pelo numero total de alelos mais 1. Com essa relação também podemos calcular o número total de alelos se soubermos  o numero de classes fenotípicas (fenótipos diferentes) em F² de um cruzamento entre híbridos para todos os alelos. Se aparecerem sete fenótipos, teremos n+ 1= 17, ou seja, n=6 , portanto, três pares de alelos envolvidos nessa herança . Se soubermos a proporção de um dos fenótipos extremos, em um cruzamento entre heterozigotos , podemos calcular o número de pares de alelos pela fórmula : Proporção do fenótipo extremo = 1/14*n ( Em que "n" é o número de pares alelos). Por exemplo, se na F² o numero de indivíduos negros (homozigotos) for 1/16, teremos 1/14²; portanto, n= 2, indicando que há dois pares de alelos. Caso o número seja 1/64 , a fórmula é 1/4³ e estão em jogo três pares de alelos. Para 1/256, estão em jogo quatro pares de alelos: 1/4⁴. Para determinar a proporção fenotípica nos casos de cruzamento entre dois heterozigotos em herança quantitativa, podemos construir o triângulo de Pascal. Vamos considerar o cruzamento entre dois híbridos para três pares de alelos de efeito cumulativo. Pela relação sabemos que o número de fenótipos é sete. Construímos um triângulo com sete linhas. Na primeira colocamos o número 1. Os números das linhas começam sempre por 1 e os números seguintes são obtidos somando o número imediatamente a imã com o que está à esquerda deste (Quando não houver número acima ou à esquerda, considerasse zero). Todas as linhas terminam com o número 1. Se supõe que essa característica seja determinada por apenas três pares de alelos (na realidade, já foram identificados 12 loci para a característica). Considere que, para cada par, haja apenas duas alternativas : o alelo para baixo e o alelo para alto. Este aumenta cerca de 5 cm a altura do individuo. Pessoas com seis alelos para baixo crescerão até cerca de 1,69 m e aquelas com todos os alelos para alto, até 1,90m. Pessoas com três alelos para baixo e três alelos para alto terão cerca de 1,75m de altura. Esse modelo não explica todas as variações de altura encontradas nas populações reais. Como em outras características, temos de considerar a interação dos genes com o ambiente, dentro dos limites da norma de reação. Além disso,  como foi dito anteriormente , trata-se de um modelo simplificado para uma situação bastante complexa, em que vários pares de alelos interagem entre si.

A Reação E A Organização Dos Trabalhadores



A situação precária dos primeiros trabalhadores fabris era visível. As novas "aldeias industriais" foram descritas por observadores como ambientes onde o frio, a umidade, a imundície e a degradação moral preponderavam. Embora a miséria também se instalasse no campo, a pobreza industrial era mais concentrada e explicita. A fome e a dissolução dos laços culturais traziam a prostituição e o alcoolismo. Por causa das duras condições, era muito difícil algum trabalhador crescer economicamente participando das benesses do mundo industrializado. A pouca regulamentação dentro das fábricas beneficiava apenas os proprietários. Não havia limitação do tempo de trabalho, o que acarretava a variação da jornada entre 10 e 16 horas. Além disso, como inexistia limite de idade, o trabalho infantil, considerado mais dócil e significativamente mais barato, era utilizado em larga escala. Pelo mesmo motivo, as mulheres também cumpriam a mesma jornada que os homens, porém ganhavam muito menos que eles. Em meados do século XIX, elas ocupavam cerca de 60% dos postos da industria têxtil. O ambiente fabril era insalubre r inseguro. Acidentes de trabalho atingiam principalmente as crianças e não havia qualquer forma de proteção ou seguridade social.  Diante desse quadro e da nova experiência que o trabalho fabril representava, ex-camponeses e ex-artesãos esboçavam resistência por meio de marchas , protestos ou levantes espontâneos. Desde o seculo XVIII, várias rebeliões emergiram com sabotagens, inundação de minas e saques. Lutas contra invenções e inovações administrativas fizeram-se presente desde o período manufatureiro. Os primeiros estabelecimento industriais algodoeiros, por exemplo, foram destruídos pelos fabricantes de tecidos de lã. Nesse contexto , entre 1811 e 1812 , emergiu um movimento organizado que concentrou suas ações na destruição das maquinas. Esses revoltosos, que se espalhavam por algumas cidades industriais, assinavam suas cartas de reinvindicações com o nome do, provavelmente fictício, general Ludd. A partir daí, o termo ludismo passou a designar os movimentos contra as maquinas industriais. Embora o ódio contra as maquinas realmente existisse, as ameaças de destruição dos equipamentos eram formas de intimidação e também de se fazerem valer as mais diversas reinvindicações. Já os patrões contavam com os policiais e , inclusive, as Forças Armadas na defesa de seus interesses. Em 1813, o governo inglês esforçou 15 ludistas. Mais tarde, uma repressão violenta da cavalaria a 50 mil manifestantes, nas redondezas de Manchester, ficou conhecida como Massacre de Peterloo. Na Inglaterra, qualquer forma de organização politica operária ficou proibida até 1824.  Apesar das repressões, por volta de 1830, a organização operaria começou a tomar vulto entre os britânicos e, na segunda metade do século, espalhou-se pelos demais países europeus e pela America do Norte. Os sindicatos acabavam reunindo os trabalhadores de cada ramo da atividade econômica e cumpria uma dupla função: por um lado, serviam como uma caixa de socorro mutuo, amparando desempregados e doentes; por outro, fortaleciam a luta por melhores condições de trabalho (estabilidade no emprego, salario, higiene , segurança, etc.) . Reuniões, jornais, panfletos e manifestações publicas eram utilizados na divulgação dos idéias dos trabalhadores. A greve tornou-se  o principal instrumento de reivindicação. Para o historiador inglês Edward foi o grande ganho espiritual da Revolução Palmer Thompson, essa autoconsciência coletiva industrial. Entre 1830 e 1850, o amplo movimento politico conhecido como cartismo representou uma etapa importante na organização dos trabalhadores. Seu nome derivava da "Carta do Povo", enviada ao Parlamento com uma serie de reivindicações, entre elas o sufrágio universal masculino e o aumento da possibilidade de os trabalhadores terem representantes no Parlamento. Embora não tenha atingido todos os seus objetivos, gradativamente, a organização dos operários europeus trouxe algumas conquistas, como a regulamentação do trabalho infantil e a limitação das horas de trabalho.

A Segunda Grande Guerra


Nesse cenário turbulento , a Liga das Nações, criada em 1919 para manter a paz mundial, aos poucos, enfraqueceu-se, principalmente após a saída dos Estados Unidos, que adotaram uma postura isolacionista em relação à Europa. As lembranças e consequências da Primeira Guerra levavam a Inglaterra e, sobretudo, a França a evitar um novo conflito. Uma espécie de apatia em relação ao conflito bélico tomou conta dos franceses. Isso explicava a hesitação em intervir militarmente quando tratados internacionais, como o de Versalhes, eram continuamente desrespeitados. Em 1932,, o Japão invadiu a Manchúria , rica RM minérios e, mais tarde, sem negar suas pretensões imperialistas , expandiu sua conquista para enormes territórios na China. Com as mesmas intenções imperialistas , em 1935, a Itália invadiu a Abissínia , na África Oriental . Também nesse ano, a Alemanha comunicou oficialmente sua ruptura com os tratados de paz. Em 1936, a Alemanha e o Japão assinaram o Pacto Anti-Comintern , em oposição à Terceira Internacional Comunista e à URSS. Com posterior adesão italiana, formou-se o Eixo Roma- Berlim - Tóquio. Hitler, que, desde o começo , defendeu a ideia da conquista do espaço vital para o desenvolvimento da raça ariana, iniciou seu objetivo de anexar as minorias alemãs de nações vizinhas aos seus domínios.  Em março de 1938, concretizou-se o sonho do Anschluss, a reunificação com a Áustria. Em setembro , a Conferência de Munique formalizou a anexação alemã dos Sudetos, na Tchecoslováquia. Em 1939, o restante do território tcheco foi anexado à Alemanha e a Itália invadiu a Albânia. Ainda nesse ano, para o espanto de muitos, a Alemanha e URSS firmaram um pacto de não agressão que previa a divisão da Polônia entre dois países. Em setembro de 1939, os alemães invadiram a Polônia. Era a Blitzkrieg, ou "guerra relâmpago" , em que forças blindadas, com apoio aéreo , atacavam com rapidez e de modo inesperado. Ao mesmo tempo, o Exército Vermelho ocupou o leste da Polônia. Concretizou-se , assim, o tal acordo. Dessa vez, contudo, obedecendo aos compromissos com a Polônia, França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. Era. o início da Segunda Grande Guerra. Em 1940, para garantir o abastecimento de minério de ferro da Suécia, os alemães invadiram a Dinamarca e a Noruega. Pouco depois, os nazistas se deslocaram para o oeste, onde ocuparam a Bélgica , a Holanda e a França. Simultaneamente, a Itália declarou guerra à França e à Inglaterra. Diante das conquistas alemãs na Europa, a Itália iniciou suas operações militares na África Oriental. Com seu reduzido poderio militar, os italianos foram derrotados pelos britânicos. O despreparo das forças italianas para a Guerra no deserto era evidente. A reunião de soldados vindos de toda a Commonwealth e os ataques da RAF levaram a vitória inglesa na região. Em 1940, a Itália tentou compensar suas perdas na África com uma campanha na Grécia. Mais uma vez, os italianos encontraram problemas e tiveram de enfrentar a resistência de gregos e britânicos. Nesse momento , Hitler mostrou-se preocupado. As derrotas italianas no Mediterrâneo poderiam deixar a Europa Central exposta aos aliados.

Exercícios Aeróbios E Anaeróbios


Você certamente já ouviu falar em atividades (aeróbicas) e anaeróbias (anaeróbicas) ao praticar diferentes esportes. Para a melhor compreensão do que isso significa, é necessária uma pequena revisão da energética celular. A energia utilizada na atividade celular tem origem basicamente do desdobramento da glicose em água e gás carbônico e daquela armazenada temporariamente em moléculas de ATP (Adenosina Trifosfato) e FC (Fosfocreatina). A degradação completa da glicose ocorre em duas etapas : a glicólise, no citoplasma , sem a utilização de oxigênio (fase anaeróbia), cujo resultado é a formação de duas moléculas de ácido pirúvico; e o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória , que ocorrem dentro das mitocôndrias e dependem de oxigênio (fase aeróbia). Quando realizamos atividades físicas , dependemos da energia liberada por três vias: 1- ATP e FC armazenados nos músculos; 2- Fase anaeróbia (Glicólise); 3- Fase Aeróbia. Contudo, o tipo de atividade , em intensidade e duração , é que vai determinar qual delas será a principal fonte de energia.  Exercícios rápidos e vigorosos , como por exemplo arremesso ou levantamento de peso, dependem de grandes quantidades de energia mobiliadas instantaneamente , sendo utilizadas basicamente as reservas de ATP e de FC. É a fase anaeróbia láctica, sem formação de ácido láctico.  Atividades mais rápidas e vigorosas, porém um pouco mais demoradas, como uma corrida de 400 m ou uma prova de 100 m livres, na natação , dependem basicamente da energia obtida por via anaeróbia, pois a reservas de fosfato não são suficientes para tanto. Neste caso, são produzidas pelos músculos ativos grande quantidades de ácido láctico , que deve ser rapidamente metabolizado. Atividades menos intensas e mais duradouras , como uma corrida de longa distância , caminhadas, ou passeio de bicicleta , dependem basicamente da via aeróbia. Ela permite que o ácido láctico seja removido na mesma velocidade e quantidade em que é produzido, garantindo ao organismo a possibilidade de suportar o exercício durante horas. Deve ser lembrado ainda que classificar a atividade em basicamente aeróbia ou anaeróbia depende também de quem a pratica. Correr a 15 km/h pode ser uma atividade aeróbia para um maratonista bem treinado , mas anaeróbia para um indivíduo sedentário, que será incapaz de suportá-la por muito tempo.

O Floema


Os vasos liberianos são células alongadas , que ainda se mantêm vivas (ao contrário do lenho) e com septos ou membranas transversais perfuradas (placas crivadas). Através dos poros desses crivos, o protoplasma pode passar livremente de uma célula para outra. Os vasos liberianos já velhos têm depósitos de uma substância , a calose, nos crivos, obturando os poros e impedindo a condução. Ao longo de suas paredes laterais ficam as células companheiras, vivas, de alguma forma também relacionadas à condução. A solução que circula pelo floema (líber) tem alta concentração de açúcares solúveis (glicose, frutose , sacarose), hormônios e vitaminas , além de aminoácidos e íons inorgânicos . Inicialmente pensava-se que o transporte dependia apenas da força de gravidade, o que não explicava a sua velocidade de deslocamento ao longo do caule. Concluiu-se, portanto, que a pressão de deslocamento, originada por forças osmóticas, mantém um gradiente decrescente de A (órgãos produtores) para B (órgãos consumidores). Alguns fatos observados experimentalmente reforçam a teoria do fluxo de pressão. Sabe-se, por exemplo, que os pulgões sugam a seiva elaborada introduzindo a tromba diretamente no interior dos vasos liberianos, nas extremidades (moles) dos caules ou nervuras  das folhas. Se decapitássemos um pulgão, verificaríamos a contínua saída de gotículas na extremidade livre (cortada) , durante algum tempo. Obviamente, a tromba isolada não exerce sucção, comprovando-se que a seiva sai sob pressão, originada internamente no próprio vaso liberiano.

A Evolução de Gametófitos e Esporófitos Nas Plantas


Na evolução dos vegetais, que a partir das algas passaram a ocupar o ambiente terrestre , ocorreram etapas marcantes que mostraram uma progressiva redução das gerações gametofíticas, chegando ao extremo de se tornarem microscópicas e completamente independentes de um meio líquido para fecundação. Ao contrário , os esporófitos atingiram tamanho, complexidade estrutural e capacidades fisiológicas bem maiores do que os mais desenvolvidos e independentes gametófitos. Nas briófitas , vimos que o esporófito é dependente do gametófito, crescendo sobre ele. O gametófito é a fase mais desenvolvida e independente, fotossintetizante.
O último gametófito ainda independente e fotossintetizante é o prótalo das samambaias , que depende de água do meio para a fecundação, desenvolvendo-se apenas em solo úmido. Nas pteridófitas, a planta completa , com raízes, caule e folhas , relativamente bem adaptada ao meio terrestre é o esporófito. A partir das gimnospermas , o gametófito, com os gametas, passa a ser microscópico, protegido e nutrido pelo esporófito. Nas gimnospermas inferiores (cicadíneas e giropíneas) , ainda há dependência de líquido para fecundação, pois os gametas masculinos são os anterozóides flagelados. Nas gimnospermas superiores (coníferas gnetíneas) já ocorre a sinfonogamia, e os gametas masculinos são apenas núcleos celulares , sendo levados , pelo polínico, diretamente para o interior do saco embrionário , que é o gametófito feminino. Nas angiospermas, as plantas completas, bem desenvolvidas e independentes , continuam sendo os esporóritos , enquanto os gametófitos tornam-se ainda mais reduzidos. O feminino é representado apenas por uma grande célula, o saco embrionário, com os oito núcleos haplóides, dentro dos óvulos , nas flores. Portanto, não existem mais os arquegônios, cuja  última ocorrência foi nas gimnospermas. Os gamefófitos masculinos continuam sendo os tubos polínicos que, nas angiospermas do estigma para dentro do ovário da flor.

Diferenças Sensoriais



No curso de sua evolução, os animais desenvolveram órgãos complexos e estruturas sensoriais que lhes possibilitaram a percepção de fatores ambientais físicos e químicos. Podemos entender que a capacidade sensorial de um organismo lhe dá condições não só de reconhecer , mas também de analisar a cada instante o ambiente, verificando se ele é compatível com as suas funções vitais. Quanto mais informações o organismo obtiver acerca do meio ambiente e quanto mais detalhadas elas forem, melhores condições ele terá de adaptação e sobrevivência. Dos sentidos dependem a busca do alimento , a fuga dos predadores , o encontro sexual e a proteção, além da percepção do próprio meio interno. Devemos considerar ainda que cada espécie animal vive num "mundo diferente". Num mesmo espaço e sujeitos aos mesmos agentes físico-químicos, diferentes animais "sentem" o ambiente de maneira própria , pois apresentam diferentes órgãos sensoriais. Se para um animal o ambiente é "cor", para outro pode ser "som" e para outro , ainda , "odor". É, então,  praticamente impossível interpretar como o animal "sente" o mundo em que vive porque não estamos equipados com o mesmo conjunto de estruturas sensoriais. Também não estamos "programados" para o mesmo comportamento padronizado em função de cada estímulo específico recebido. Podemos chamar de receptores as estruturas sensoriais porque elas têm a capacidade de receber um determinado estímulo do meio e transforma-lo em impulso nervoso, que poderá ser interpretado por alguns órgãos centrais, coordenadores, como os gânglios ou o cérebro. Informado de alterações ambientais , o organismo inicia atividades visando uma adaptação às novas condições.

A Nomenclatura Biológica


Sendo uma unidade de classificação, a espécie deve ter uma nomenclatura adequada , universal, que não deixe dúvidas entre os cientistas. No seu sistema de classificação , Lineu usou a chamada nomenclatura binomial ou binária , que designa a espécie com duas palavras latinas , escritas em itálico ou grifadas. A primeira palavra indica o gênero e tem inicial maiúscula , segunda tem inicial minúscula e só indica a espécie quando precedida da palavra indicativa do gênero. Assim, por exemplo, Homo Sapiens é o nome científico da espécie homem : Coffea arábica é o nome científico da espécie café, e este  último é seu nome comum ou vulgar. Se , após o nome da espécie aparecer uma terceira palavra , também com inicial minúscula e em itálico ou grifada, está sendo indicada a subespécie, grupo menor do que a espécie . Por exemplo, Passer Domesticus Domesticus Lineu, 1758 indica o gênero , a espécie e a subespécie do passarinho de nome vulgar pardal , além do nome do biólogo que o descrever e a data da publicação do trabalho. Se num texto o nome científico da espécie já foi citado , ele poderá ser abreviado , como em P. Domesticus , se usarmos a designação Passer Sp, apenas o gênero está determinado e não a espécie. Observe que nenhum dos nomes científicos recebe acentuação. Os sufixos - idae e -inae indicam , respectivamente , família e a subfamília quando acrescentados ao nome do gênero mais representativo . O pernilongo comum pertence ao gênero Culex, família culicídeos , subfamília culicíneos. Se uma espécie foi descrita por dois ou mais sistematas , tem prioridade o nome da primeira publicação. É a chamada lei da prioridade.  Nos exemplos do pardal e do pernilongo, foram citados os termos subespécie e subfamília; da mesma forma , podem ser empregados nomes de sub e super para os demais grupos , por exemplo: superfilo e subfilo , superclasse e subclasse, etc.


O Cérebro


O cérebro humano pesa em média 1450 g e apresenta grossas pregas, as circunvoluções, em toda a sua superfície. É formado por dois grandes hemisférios (direito e esquerdo), ligados ventralmente por um grosso corpo caloso, constituído por fibras que associam os centros nervosos dos dois hemisférios. Estima-se em cerca de 200 milhões o número dessas fibras de associação que compõem o corpo caloso. A grande superfície externa cerebral, a matéria cinzenta , constitui o córtex , onde ficam as camadas de neurônios. Calcula-se seu número em 10 bilhões ou mais, e suas ramificações formam uma complexa rede, da qual partem fibras voltadas para a matéria branca existente na região interna. É no córtex que se localizam os centros ou áreas responsáveis pelo controle sensorial (audição. Visão) e motor movimentos de todo o corpo e fala). Na região ventral do cérebro são bem visíveis os doze pares de nervos cranianos , que podem ser sensoriais, motores ou mistos, estes apresentando os dois tipos de fibras. O cérebro é também a sede de outras importantes funções , como a inteligência e a memória, as quais , no entanto , não estão relacionadas  a áreas específicas e bem delimitadas.

O Metabolismo


O nosso organismo realiza , a cada segundo, milhares de diferentes reações químicas no interior de seus diferentes órgãos e tecidos. Nessas reações estão incluídas as ações específicas de incontáveis enzimas, hormônios e mediadores químicos da transmissão dos impulsos nervosos. Há ainda todas as reações de síntese e desdobramento das mais variadas substâncias que continuamente assimilamos ou eliminamos. O conjunto de todas essas transformações químicas que ocorrem num ser vivo é chamado de metabolismo geral.  No metabolismo, chamamos de anabolismo a etapa construtiva, na qual os nutrientes são assimilados e utilizados nas sínteses de novas substâncias indispensáveis ao crescimento , à manutenção e à regeneração do organismo. O catabolismo, ao contrário , é a etapa destrutiva , que implica quebra ou desdobramento de moléculas, com liberação de energia e eliminação de substâncias de excreção. A energia liberada do catabolismo é utilizada nos processos de anabolismo. Ao conjunto das reações que implicam trocas energéticas no organismo dá-se o nome de metabolismo energético.  Para manter um metabolismo equilibrado, o organismo deve obter continuamente os chamados nutrientes , substâncias fornecidas pelos alimentos, os quais precisam ser consumidos em quantidade e variedade adequadas. Uma vez digeridos os alimentos , os nutrientes são absorvidos e distribuídos para todos os tecidos. Alguns nutrientes são usados para construção e a reparação da matéria viva; outros são desdobrados para liberação da energia indispensável às atividades vitais.




Animais Que Causam Intoxicação Alimentar


Alguns grupos de peixes  têm potentes toxinas em seus tecidos corporais e , em especial, nas vísceras ( fígado, gônadas). Por esse motivo , não devem ser consumidos, mesmo depois de bem preparados. O de maior risco são os baiacus, que quase sempre causam envenenamentos mortais. Certos peixes , que se alimentam de determinados dinoflagelados do plâncton, quando consumidos pelo ser humano também causam envenenamento, um exemplo é a  ciguatera. Merecem ainda cuidados especiais os lamelibrânquios (ostras , mariscos, vieiras), que também se alimentam de dinoflagelados tóxicos. Além disso, eles podem vir de regiões marinhas contaminadas por microrganismos e poluentes químicos , que eles retêm em altas concentrações. Polvos , camarões , lagostas e peixes , quando malconservados sem refrigeração , podem provocar graves intoxicações alimentares devido à ação de toxinas de bactérias que causam a putrefação de seus tecidos. Na grande classe dos insetos , merecem especial destaque apenas duas ordens, a dos himenópteros (abelhas , vespas , marimbondos, mamangabas, formigas) e a dos lepidópteros (lagartas de mariposas e de borboletas e com espécies que podem causar graves acidentes de envenenamento no ser humano e em outros animais.


Daltonismo


O termo daltonismo vem do nome do químico inglês John Dalton (1766-1844) , que em 1794 publicou um estudo revelando que tinha dificuldade para distinguir certas cores. Esse problema também é conhecido como cegueira parcial para cores. A visão em cores depende de pigmentos sensíveis à luz presentes em três tipos de células especiais da retina (os cones) , cada um com um tipo de pigmento : os que são ativados principalmente pelo comprimento da onda da luz vermelha , os ativados pela luz verde e os ativados pela luz azul. A percepção de determinada cor depende da quantidade relativa de cada tipo de cone ativado. A dificuldade de percepção de cores pode ocorrer pela falta de um ou mais tipos de cones ou pela menor produção de alguns pigmentos. Um gene autossômico controla a produção de cones azuis, e a produção de cones verdes e vermelhos é controlada por genes no cromossomo X. Em uma das formas de daltonismo, há dificuldade para distinguir entre certos tons de verde , amarelo e vermelho. Isso pode acontecer por causa de um alelo alterado de um gene do cromossomo X, o que leva à ausência de cones para cor verde ou à menor produção de pigmentos desse cone. Essa forma de daltonismo é provocada por um alelo recessivo d, ligada ao sexo, seu alelo D é responsável pela visão normal.

Adaptações Ao Clima Frio


As coníferas conseguem sobreviver no inverno sem perder as folhas. Isso é possível porque , além de estreitas e afiladas (em forma de agulhas, aciculadas) , as folhas possuem uma cutícula grossa e são impermeabilizadas por uma camada de cera, características que reduzem a perda de água por transpiração. Essa perda dificilmente ser seria compensada pela absorção por faltar água no solo (no inverno, a água do solo está congelada). Além disso, a forma em agulha dificulta o acúmulo da neve , e a folha e os ramos , em vez de quebrarem com o peso da neve, envergam e a deixam cair. A presença constante de folhas permite que a fotossíntese comece tão longo se inicie a primavera, não sendo preciso esperar que novas folhas , cresçam, o que é vantajoso em regiões onde o verão é curto. Quanto maior um corpo , menor sua superfície relativa (razão entre a área e o volume) e vice-versa, pois quando um corpo aumenta de tamanho, seu volume aumenta com o cubo  de suas dimensões , enquanto sua área aumenta com o quadrado delas . Ora, uma vez que a capacidade de trocar calor com o ambiente depende da superfície externa do animal e que animais endotérmicos (que usam a energia do metabolismo para regular a temperatura do corpo) tendem a perder calor pela pele, pode-se concluir que, quanto maior o animal , menor a perda de calor para o ambiente , proporcionalmente ao seu peso. Ou seja , quanto menor o animal , maior o gasto de energia , por unidade de peso, para manter estável a temperatura corporal , e , portanto , maior o consumo de alimentos e de oxigênio (por unidade de peso). Assim, pelo menos em princípio, quanto maior um animal endotérmico, maior a sua capacidade de resistência ao frio, o que explica por que , em geral, animais que vivem em regiões frias tendem a apresentar maior porte que indivíduos da mesma espécie que vivem em ambiente quente. Além disso, nos indivíduos de clima frio , em geral as "expansões" do corpo (orelhas e pernas) são menores, pois a maior superfície relativa dessas partes facilitaria a perda de calor do corpo , o que seria uma desvantagem. Outra adaptação ao frio é a capacidade de hibernação de alguns mamíferos, como certos morcegos e marmotas , em épocas de muito frio. A hibernação é uma espécie de sono profundo , com a manutenção da taxa metabólica em níveis muito baixos. A frequência cardíaca e a respiratória ficam reduzidas e a temperatura do corpo desses animais cai bastante. Com esse artifício, eles conseguem suportar as condições adversas do inverno, principalmente a escassez de comida , uma vez que, com o metabolismo reduzido, diminui o consumo de energia e eles podem viver à custa da gordura armazenada no corpo. No caso do urso-polar , a fêmea grávida passa o inverno dormindo, embora possa despertar de vez em quando. A frequência cardíaca do animal cai de 46 batimentos para 27 batimentos por minuto , mas sua temperatura diminui muito pouco e seu metabolismo continua mais alto que o de outros animais hibernantes . É nesse período que os filhotes nascem. Essa é uma espécie ameaçada de extinção devido , entre outros fatores , às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Eutrofização


Quando são lançados esgotos domésticos na água ou quando detergentes, fertilizantes ou adubos chegam a ela, o excesso de minerais provoca a proliferação excessiva de algas. A morte das algas acarreta um acúmulo de substâncias orgânicas na água , o que favorece  a multiplicação das bactérias decompositoras , aumentando o consumo de oxigênio para a decomposição . Começa, então, a faltar oxigênio na água , e os peixes e outros organismos aeróbios morrem (o oxigênio produzido pelas algas da superfície passa quase todo para o ar, em vez de dissolver-se na água). Com a falta de oxigênio, a decomposição da matéria orgânica , antes aeróbica, passa a ser anaeróbica. O que leva à produção de gases tóxicos , como o gás sulfídrico. Esse processo , pelo qual um ecossistema aquático adquire alta taxa de nutrientes (principalmente fosfato e nitrato), é chamado de eutrofização ou eutroficação. Pode ser causado pela atividade humana (eutrofização cultural) ou ser natural (eutrofização natural), que ocorre lentamente (em geral ao longo de milhares de anos). Em alguns casos, o excesso de nutrientes ou a variação de luminosidade leva à proliferação apenas de certas espécies de algas capazes de liberar substâncias que se concentram ao longo da cadeia, intoxicando peixes e mamíferos aquáticos. Nos locais onde esse fenômeno ocorre , o mar geralmente adquire coloração avermelhada (maré vermelha), provocada pelos pigmentos das algas em decomposição. Dependendo do tipo de alga, o mar pode adquirir um tom amarelado ou pardo.

Poluição Por Elementos Radioativos

Elementos radiativos causam mutações genéticas que podem desencadear doenças , como o câncer, e até mesmo provocar a morte dos indivíduos. Além disso, mutações que ocorrem nas células produtoras de gametas podem ser transmitidas ao longo das gerações. Assim, a preocupação sobre o que fazer com o lixo radioativo e como evitar a poluição por esses elementos deve ser sempre muito grande.  Na década de 1980 ocorreram dois importantes acidentes radioativos no mundo: em Cherbobyl (na antiga União Soviética) e em Goiânia (Brasil). Em 1986, a usina atômica de Chernobyl teve um de seus quatro reatores nucleares destruído por uma explosão seguida de incêndio. O acidente provocou a liberação de uma nuvem radiativa que atingiu não só as pessoas da cidade mais próxima (Kiev), como vários países da Europa. Foi, sem dúvida , o pior acidente nuclear da história, matando várias pessoas, mutilando outras e provocando doenças de vários tipos, desde câncer e lesões de pele até mutações genéticas preocupantes para as gerações futuras. Além de ter afetado diretamente o ser humano, essa nuvem radiativa contaminou a vegetação, os animais, o solo, os rios e os mares da região. Frutas, verduras, carne , leite e derivados não puderam mais ser consumidos, pois a radiação neles contida poderia contaminar pessoas sadias. No Brasil, em 1987, uma pequena cápsula contendo um pó radiativo, o césio-137 , foi aberta por pessoas desavisadas , provocando o acidente mais grave já registrado no mundo envolvendo esse tipo de elemento radiativo. Nessa cápsula havia apenas 19g de césio , que fazia parte de uma bomba de césio-137 abandonada nos escombros do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. A cápsula foi removida do local por sucateiros para ser vendida como ferro-velho. Ao abri-la , as pessoas ficaram atraídas pela luminescência do césio e manipularam o pó, passando-o pelo corpo e distribuindo-o entre parentes e amigos , inclusive crianças. Evidentemente não sabiam do perigo que estavam correndo, até porque um material como esse nunca poderia ter sido simplesmente deixado em um hospital desativado. O saldo dessa triste experiência foi a morte de quatro pessoas, a amputação do braço de outra pessoa e a contaminação de mais de duzentas. Os primeiros sintomas da contaminação pelo césio foram sentidos pelas vítimas algumas horas após o contato com o material: náuseas , vômito , tontura e diarreia. Depois apareceram as feridas provocadas pela radiação. Essas feridas são peculiares: no início surge uma vermelhidão e uma sensação de coceira, formigamento e dormência; a seguir surgem bolhas muito dolorosas , que se rompem formando as feridas. Dependendo do grau de contaminação , pode ocorrer necrose de tecidos e até a morte. Os acidentes de Chernobyl e de Goiânia não podem ser esquecidos. Eles nos servem como alerta para o grande perigo que os acidentes nucleares podem representar e despertam a atenção para mais um problema a ser resolvido pela humanidade: o que fazer com o lixo radiativo.

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