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A Reação E A Organização Dos Trabalhadores



A situação precária dos primeiros trabalhadores fabris era visível. As novas "aldeias industriais" foram descritas por observadores como ambientes onde o frio, a umidade, a imundície e a degradação moral preponderavam. Embora a miséria também se instalasse no campo, a pobreza industrial era mais concentrada e explicita. A fome e a dissolução dos laços culturais traziam a prostituição e o alcoolismo. Por causa das duras condições, era muito difícil algum trabalhador crescer economicamente participando das benesses do mundo industrializado. A pouca regulamentação dentro das fábricas beneficiava apenas os proprietários. Não havia limitação do tempo de trabalho, o que acarretava a variação da jornada entre 10 e 16 horas. Além disso, como inexistia limite de idade, o trabalho infantil, considerado mais dócil e significativamente mais barato, era utilizado em larga escala. Pelo mesmo motivo, as mulheres também cumpriam a mesma jornada que os homens, porém ganhavam muito menos que eles. Em meados do século XIX, elas ocupavam cerca de 60% dos postos da industria têxtil. O ambiente fabril era insalubre r inseguro. Acidentes de trabalho atingiam principalmente as crianças e não havia qualquer forma de proteção ou seguridade social.  Diante desse quadro e da nova experiência que o trabalho fabril representava, ex-camponeses e ex-artesãos esboçavam resistência por meio de marchas , protestos ou levantes espontâneos. Desde o seculo XVIII, várias rebeliões emergiram com sabotagens, inundação de minas e saques. Lutas contra invenções e inovações administrativas fizeram-se presente desde o período manufatureiro. Os primeiros estabelecimento industriais algodoeiros, por exemplo, foram destruídos pelos fabricantes de tecidos de lã. Nesse contexto , entre 1811 e 1812 , emergiu um movimento organizado que concentrou suas ações na destruição das maquinas. Esses revoltosos, que se espalhavam por algumas cidades industriais, assinavam suas cartas de reinvindicações com o nome do, provavelmente fictício, general Ludd. A partir daí, o termo ludismo passou a designar os movimentos contra as maquinas industriais. Embora o ódio contra as maquinas realmente existisse, as ameaças de destruição dos equipamentos eram formas de intimidação e também de se fazerem valer as mais diversas reinvindicações. Já os patrões contavam com os policiais e , inclusive, as Forças Armadas na defesa de seus interesses. Em 1813, o governo inglês esforçou 15 ludistas. Mais tarde, uma repressão violenta da cavalaria a 50 mil manifestantes, nas redondezas de Manchester, ficou conhecida como Massacre de Peterloo. Na Inglaterra, qualquer forma de organização politica operária ficou proibida até 1824.  Apesar das repressões, por volta de 1830, a organização operaria começou a tomar vulto entre os britânicos e, na segunda metade do século, espalhou-se pelos demais países europeus e pela America do Norte. Os sindicatos acabavam reunindo os trabalhadores de cada ramo da atividade econômica e cumpria uma dupla função: por um lado, serviam como uma caixa de socorro mutuo, amparando desempregados e doentes; por outro, fortaleciam a luta por melhores condições de trabalho (estabilidade no emprego, salario, higiene , segurança, etc.) . Reuniões, jornais, panfletos e manifestações publicas eram utilizados na divulgação dos idéias dos trabalhadores. A greve tornou-se  o principal instrumento de reivindicação. Para o historiador inglês Edward foi o grande ganho espiritual da Revolução Palmer Thompson, essa autoconsciência coletiva industrial. Entre 1830 e 1850, o amplo movimento politico conhecido como cartismo representou uma etapa importante na organização dos trabalhadores. Seu nome derivava da "Carta do Povo", enviada ao Parlamento com uma serie de reivindicações, entre elas o sufrágio universal masculino e o aumento da possibilidade de os trabalhadores terem representantes no Parlamento. Embora não tenha atingido todos os seus objetivos, gradativamente, a organização dos operários europeus trouxe algumas conquistas, como a regulamentação do trabalho infantil e a limitação das horas de trabalho.

A Segunda Grande Guerra


Nesse cenário turbulento , a Liga das Nações, criada em 1919 para manter a paz mundial, aos poucos, enfraqueceu-se, principalmente após a saída dos Estados Unidos, que adotaram uma postura isolacionista em relação à Europa. As lembranças e consequências da Primeira Guerra levavam a Inglaterra e, sobretudo, a França a evitar um novo conflito. Uma espécie de apatia em relação ao conflito bélico tomou conta dos franceses. Isso explicava a hesitação em intervir militarmente quando tratados internacionais, como o de Versalhes, eram continuamente desrespeitados. Em 1932,, o Japão invadiu a Manchúria , rica RM minérios e, mais tarde, sem negar suas pretensões imperialistas , expandiu sua conquista para enormes territórios na China. Com as mesmas intenções imperialistas , em 1935, a Itália invadiu a Abissínia , na África Oriental . Também nesse ano, a Alemanha comunicou oficialmente sua ruptura com os tratados de paz. Em 1936, a Alemanha e o Japão assinaram o Pacto Anti-Comintern , em oposição à Terceira Internacional Comunista e à URSS. Com posterior adesão italiana, formou-se o Eixo Roma- Berlim - Tóquio. Hitler, que, desde o começo , defendeu a ideia da conquista do espaço vital para o desenvolvimento da raça ariana, iniciou seu objetivo de anexar as minorias alemãs de nações vizinhas aos seus domínios.  Em março de 1938, concretizou-se o sonho do Anschluss, a reunificação com a Áustria. Em setembro , a Conferência de Munique formalizou a anexação alemã dos Sudetos, na Tchecoslováquia. Em 1939, o restante do território tcheco foi anexado à Alemanha e a Itália invadiu a Albânia. Ainda nesse ano, para o espanto de muitos, a Alemanha e URSS firmaram um pacto de não agressão que previa a divisão da Polônia entre dois países. Em setembro de 1939, os alemães invadiram a Polônia. Era a Blitzkrieg, ou "guerra relâmpago" , em que forças blindadas, com apoio aéreo , atacavam com rapidez e de modo inesperado. Ao mesmo tempo, o Exército Vermelho ocupou o leste da Polônia. Concretizou-se , assim, o tal acordo. Dessa vez, contudo, obedecendo aos compromissos com a Polônia, França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. Era. o início da Segunda Grande Guerra. Em 1940, para garantir o abastecimento de minério de ferro da Suécia, os alemães invadiram a Dinamarca e a Noruega. Pouco depois, os nazistas se deslocaram para o oeste, onde ocuparam a Bélgica , a Holanda e a França. Simultaneamente, a Itália declarou guerra à França e à Inglaterra. Diante das conquistas alemãs na Europa, a Itália iniciou suas operações militares na África Oriental. Com seu reduzido poderio militar, os italianos foram derrotados pelos britânicos. O despreparo das forças italianas para a Guerra no deserto era evidente. A reunião de soldados vindos de toda a Commonwealth e os ataques da RAF levaram a vitória inglesa na região. Em 1940, a Itália tentou compensar suas perdas na África com uma campanha na Grécia. Mais uma vez, os italianos encontraram problemas e tiveram de enfrentar a resistência de gregos e britânicos. Nesse momento , Hitler mostrou-se preocupado. As derrotas italianas no Mediterrâneo poderiam deixar a Europa Central exposta aos aliados.

Exercícios Aeróbios E Anaeróbios


Você certamente já ouviu falar em atividades (aeróbicas) e anaeróbias (anaeróbicas) ao praticar diferentes esportes. Para a melhor compreensão do que isso significa, é necessária uma pequena revisão da energética celular. A energia utilizada na atividade celular tem origem basicamente do desdobramento da glicose em água e gás carbônico e daquela armazenada temporariamente em moléculas de ATP (Adenosina Trifosfato) e FC (Fosfocreatina). A degradação completa da glicose ocorre em duas etapas : a glicólise, no citoplasma , sem a utilização de oxigênio (fase anaeróbia), cujo resultado é a formação de duas moléculas de ácido pirúvico; e o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória , que ocorrem dentro das mitocôndrias e dependem de oxigênio (fase aeróbia). Quando realizamos atividades físicas , dependemos da energia liberada por três vias: 1- ATP e FC armazenados nos músculos; 2- Fase anaeróbia (Glicólise); 3- Fase Aeróbia. Contudo, o tipo de atividade , em intensidade e duração , é que vai determinar qual delas será a principal fonte de energia.  Exercícios rápidos e vigorosos , como por exemplo arremesso ou levantamento de peso, dependem de grandes quantidades de energia mobiliadas instantaneamente , sendo utilizadas basicamente as reservas de ATP e de FC. É a fase anaeróbia láctica, sem formação de ácido láctico.  Atividades mais rápidas e vigorosas, porém um pouco mais demoradas, como uma corrida de 400 m ou uma prova de 100 m livres, na natação , dependem basicamente da energia obtida por via anaeróbia, pois a reservas de fosfato não são suficientes para tanto. Neste caso, são produzidas pelos músculos ativos grande quantidades de ácido láctico , que deve ser rapidamente metabolizado. Atividades menos intensas e mais duradouras , como uma corrida de longa distância , caminhadas, ou passeio de bicicleta , dependem basicamente da via aeróbia. Ela permite que o ácido láctico seja removido na mesma velocidade e quantidade em que é produzido, garantindo ao organismo a possibilidade de suportar o exercício durante horas. Deve ser lembrado ainda que classificar a atividade em basicamente aeróbia ou anaeróbia depende também de quem a pratica. Correr a 15 km/h pode ser uma atividade aeróbia para um maratonista bem treinado , mas anaeróbia para um indivíduo sedentário, que será incapaz de suportá-la por muito tempo.

O Floema


Os vasos liberianos são células alongadas , que ainda se mantêm vivas (ao contrário do lenho) e com septos ou membranas transversais perfuradas (placas crivadas). Através dos poros desses crivos, o protoplasma pode passar livremente de uma célula para outra. Os vasos liberianos já velhos têm depósitos de uma substância , a calose, nos crivos, obturando os poros e impedindo a condução. Ao longo de suas paredes laterais ficam as células companheiras, vivas, de alguma forma também relacionadas à condução. A solução que circula pelo floema (líber) tem alta concentração de açúcares solúveis (glicose, frutose , sacarose), hormônios e vitaminas , além de aminoácidos e íons inorgânicos . Inicialmente pensava-se que o transporte dependia apenas da força de gravidade, o que não explicava a sua velocidade de deslocamento ao longo do caule. Concluiu-se, portanto, que a pressão de deslocamento, originada por forças osmóticas, mantém um gradiente decrescente de A (órgãos produtores) para B (órgãos consumidores). Alguns fatos observados experimentalmente reforçam a teoria do fluxo de pressão. Sabe-se, por exemplo, que os pulgões sugam a seiva elaborada introduzindo a tromba diretamente no interior dos vasos liberianos, nas extremidades (moles) dos caules ou nervuras  das folhas. Se decapitássemos um pulgão, verificaríamos a contínua saída de gotículas na extremidade livre (cortada) , durante algum tempo. Obviamente, a tromba isolada não exerce sucção, comprovando-se que a seiva sai sob pressão, originada internamente no próprio vaso liberiano.

A Evolução de Gametófitos e Esporófitos Nas Plantas


Na evolução dos vegetais, que a partir das algas passaram a ocupar o ambiente terrestre , ocorreram etapas marcantes que mostraram uma progressiva redução das gerações gametofíticas, chegando ao extremo de se tornarem microscópicas e completamente independentes de um meio líquido para fecundação. Ao contrário , os esporófitos atingiram tamanho, complexidade estrutural e capacidades fisiológicas bem maiores do que os mais desenvolvidos e independentes gametófitos. Nas briófitas , vimos que o esporófito é dependente do gametófito, crescendo sobre ele. O gametófito é a fase mais desenvolvida e independente, fotossintetizante.
O último gametófito ainda independente e fotossintetizante é o prótalo das samambaias , que depende de água do meio para a fecundação, desenvolvendo-se apenas em solo úmido. Nas pteridófitas, a planta completa , com raízes, caule e folhas , relativamente bem adaptada ao meio terrestre é o esporófito. A partir das gimnospermas , o gametófito, com os gametas, passa a ser microscópico, protegido e nutrido pelo esporófito. Nas gimnospermas inferiores (cicadíneas e giropíneas) , ainda há dependência de líquido para fecundação, pois os gametas masculinos são os anterozóides flagelados. Nas gimnospermas superiores (coníferas gnetíneas) já ocorre a sinfonogamia, e os gametas masculinos são apenas núcleos celulares , sendo levados , pelo polínico, diretamente para o interior do saco embrionário , que é o gametófito feminino. Nas angiospermas, as plantas completas, bem desenvolvidas e independentes , continuam sendo os esporóritos , enquanto os gametófitos tornam-se ainda mais reduzidos. O feminino é representado apenas por uma grande célula, o saco embrionário, com os oito núcleos haplóides, dentro dos óvulos , nas flores. Portanto, não existem mais os arquegônios, cuja  última ocorrência foi nas gimnospermas. Os gamefófitos masculinos continuam sendo os tubos polínicos que, nas angiospermas do estigma para dentro do ovário da flor.

Diferenças Sensoriais



No curso de sua evolução, os animais desenvolveram órgãos complexos e estruturas sensoriais que lhes possibilitaram a percepção de fatores ambientais físicos e químicos. Podemos entender que a capacidade sensorial de um organismo lhe dá condições não só de reconhecer , mas também de analisar a cada instante o ambiente, verificando se ele é compatível com as suas funções vitais. Quanto mais informações o organismo obtiver acerca do meio ambiente e quanto mais detalhadas elas forem, melhores condições ele terá de adaptação e sobrevivência. Dos sentidos dependem a busca do alimento , a fuga dos predadores , o encontro sexual e a proteção, além da percepção do próprio meio interno. Devemos considerar ainda que cada espécie animal vive num "mundo diferente". Num mesmo espaço e sujeitos aos mesmos agentes físico-químicos, diferentes animais "sentem" o ambiente de maneira própria , pois apresentam diferentes órgãos sensoriais. Se para um animal o ambiente é "cor", para outro pode ser "som" e para outro , ainda , "odor". É, então,  praticamente impossível interpretar como o animal "sente" o mundo em que vive porque não estamos equipados com o mesmo conjunto de estruturas sensoriais. Também não estamos "programados" para o mesmo comportamento padronizado em função de cada estímulo específico recebido. Podemos chamar de receptores as estruturas sensoriais porque elas têm a capacidade de receber um determinado estímulo do meio e transforma-lo em impulso nervoso, que poderá ser interpretado por alguns órgãos centrais, coordenadores, como os gânglios ou o cérebro. Informado de alterações ambientais , o organismo inicia atividades visando uma adaptação às novas condições.

A Nomenclatura Biológica


Sendo uma unidade de classificação, a espécie deve ter uma nomenclatura adequada , universal, que não deixe dúvidas entre os cientistas. No seu sistema de classificação , Lineu usou a chamada nomenclatura binomial ou binária , que designa a espécie com duas palavras latinas , escritas em itálico ou grifadas. A primeira palavra indica o gênero e tem inicial maiúscula , segunda tem inicial minúscula e só indica a espécie quando precedida da palavra indicativa do gênero. Assim, por exemplo, Homo Sapiens é o nome científico da espécie homem : Coffea arábica é o nome científico da espécie café, e este  último é seu nome comum ou vulgar. Se , após o nome da espécie aparecer uma terceira palavra , também com inicial minúscula e em itálico ou grifada, está sendo indicada a subespécie, grupo menor do que a espécie . Por exemplo, Passer Domesticus Domesticus Lineu, 1758 indica o gênero , a espécie e a subespécie do passarinho de nome vulgar pardal , além do nome do biólogo que o descrever e a data da publicação do trabalho. Se num texto o nome científico da espécie já foi citado , ele poderá ser abreviado , como em P. Domesticus , se usarmos a designação Passer Sp, apenas o gênero está determinado e não a espécie. Observe que nenhum dos nomes científicos recebe acentuação. Os sufixos - idae e -inae indicam , respectivamente , família e a subfamília quando acrescentados ao nome do gênero mais representativo . O pernilongo comum pertence ao gênero Culex, família culicídeos , subfamília culicíneos. Se uma espécie foi descrita por dois ou mais sistematas , tem prioridade o nome da primeira publicação. É a chamada lei da prioridade.  Nos exemplos do pardal e do pernilongo, foram citados os termos subespécie e subfamília; da mesma forma , podem ser empregados nomes de sub e super para os demais grupos , por exemplo: superfilo e subfilo , superclasse e subclasse, etc.


O Cérebro


O cérebro humano pesa em média 1450 g e apresenta grossas pregas, as circunvoluções, em toda a sua superfície. É formado por dois grandes hemisférios (direito e esquerdo), ligados ventralmente por um grosso corpo caloso, constituído por fibras que associam os centros nervosos dos dois hemisférios. Estima-se em cerca de 200 milhões o número dessas fibras de associação que compõem o corpo caloso. A grande superfície externa cerebral, a matéria cinzenta , constitui o córtex , onde ficam as camadas de neurônios. Calcula-se seu número em 10 bilhões ou mais, e suas ramificações formam uma complexa rede, da qual partem fibras voltadas para a matéria branca existente na região interna. É no córtex que se localizam os centros ou áreas responsáveis pelo controle sensorial (audição. Visão) e motor movimentos de todo o corpo e fala). Na região ventral do cérebro são bem visíveis os doze pares de nervos cranianos , que podem ser sensoriais, motores ou mistos, estes apresentando os dois tipos de fibras. O cérebro é também a sede de outras importantes funções , como a inteligência e a memória, as quais , no entanto , não estão relacionadas  a áreas específicas e bem delimitadas.

O Metabolismo


O nosso organismo realiza , a cada segundo, milhares de diferentes reações químicas no interior de seus diferentes órgãos e tecidos. Nessas reações estão incluídas as ações específicas de incontáveis enzimas, hormônios e mediadores químicos da transmissão dos impulsos nervosos. Há ainda todas as reações de síntese e desdobramento das mais variadas substâncias que continuamente assimilamos ou eliminamos. O conjunto de todas essas transformações químicas que ocorrem num ser vivo é chamado de metabolismo geral.  No metabolismo, chamamos de anabolismo a etapa construtiva, na qual os nutrientes são assimilados e utilizados nas sínteses de novas substâncias indispensáveis ao crescimento , à manutenção e à regeneração do organismo. O catabolismo, ao contrário , é a etapa destrutiva , que implica quebra ou desdobramento de moléculas, com liberação de energia e eliminação de substâncias de excreção. A energia liberada do catabolismo é utilizada nos processos de anabolismo. Ao conjunto das reações que implicam trocas energéticas no organismo dá-se o nome de metabolismo energético.  Para manter um metabolismo equilibrado, o organismo deve obter continuamente os chamados nutrientes , substâncias fornecidas pelos alimentos, os quais precisam ser consumidos em quantidade e variedade adequadas. Uma vez digeridos os alimentos , os nutrientes são absorvidos e distribuídos para todos os tecidos. Alguns nutrientes são usados para construção e a reparação da matéria viva; outros são desdobrados para liberação da energia indispensável às atividades vitais.




Animais Que Causam Intoxicação Alimentar


Alguns grupos de peixes  têm potentes toxinas em seus tecidos corporais e , em especial, nas vísceras ( fígado, gônadas). Por esse motivo , não devem ser consumidos, mesmo depois de bem preparados. O de maior risco são os baiacus, que quase sempre causam envenenamentos mortais. Certos peixes , que se alimentam de determinados dinoflagelados do plâncton, quando consumidos pelo ser humano também causam envenenamento, um exemplo é a  ciguatera. Merecem ainda cuidados especiais os lamelibrânquios (ostras , mariscos, vieiras), que também se alimentam de dinoflagelados tóxicos. Além disso, eles podem vir de regiões marinhas contaminadas por microrganismos e poluentes químicos , que eles retêm em altas concentrações. Polvos , camarões , lagostas e peixes , quando malconservados sem refrigeração , podem provocar graves intoxicações alimentares devido à ação de toxinas de bactérias que causam a putrefação de seus tecidos. Na grande classe dos insetos , merecem especial destaque apenas duas ordens, a dos himenópteros (abelhas , vespas , marimbondos, mamangabas, formigas) e a dos lepidópteros (lagartas de mariposas e de borboletas e com espécies que podem causar graves acidentes de envenenamento no ser humano e em outros animais.


Daltonismo


O termo daltonismo vem do nome do químico inglês John Dalton (1766-1844) , que em 1794 publicou um estudo revelando que tinha dificuldade para distinguir certas cores. Esse problema também é conhecido como cegueira parcial para cores. A visão em cores depende de pigmentos sensíveis à luz presentes em três tipos de células especiais da retina (os cones) , cada um com um tipo de pigmento : os que são ativados principalmente pelo comprimento da onda da luz vermelha , os ativados pela luz verde e os ativados pela luz azul. A percepção de determinada cor depende da quantidade relativa de cada tipo de cone ativado. A dificuldade de percepção de cores pode ocorrer pela falta de um ou mais tipos de cones ou pela menor produção de alguns pigmentos. Um gene autossômico controla a produção de cones azuis, e a produção de cones verdes e vermelhos é controlada por genes no cromossomo X. Em uma das formas de daltonismo, há dificuldade para distinguir entre certos tons de verde , amarelo e vermelho. Isso pode acontecer por causa de um alelo alterado de um gene do cromossomo X, o que leva à ausência de cones para cor verde ou à menor produção de pigmentos desse cone. Essa forma de daltonismo é provocada por um alelo recessivo d, ligada ao sexo, seu alelo D é responsável pela visão normal.

Adaptações Ao Clima Frio


As coníferas conseguem sobreviver no inverno sem perder as folhas. Isso é possível porque , além de estreitas e afiladas (em forma de agulhas, aciculadas) , as folhas possuem uma cutícula grossa e são impermeabilizadas por uma camada de cera, características que reduzem a perda de água por transpiração. Essa perda dificilmente ser seria compensada pela absorção por faltar água no solo (no inverno, a água do solo está congelada). Além disso, a forma em agulha dificulta o acúmulo da neve , e a folha e os ramos , em vez de quebrarem com o peso da neve, envergam e a deixam cair. A presença constante de folhas permite que a fotossíntese comece tão longo se inicie a primavera, não sendo preciso esperar que novas folhas , cresçam, o que é vantajoso em regiões onde o verão é curto. Quanto maior um corpo , menor sua superfície relativa (razão entre a área e o volume) e vice-versa, pois quando um corpo aumenta de tamanho, seu volume aumenta com o cubo  de suas dimensões , enquanto sua área aumenta com o quadrado delas . Ora, uma vez que a capacidade de trocar calor com o ambiente depende da superfície externa do animal e que animais endotérmicos (que usam a energia do metabolismo para regular a temperatura do corpo) tendem a perder calor pela pele, pode-se concluir que, quanto maior o animal , menor a perda de calor para o ambiente , proporcionalmente ao seu peso. Ou seja , quanto menor o animal , maior o gasto de energia , por unidade de peso, para manter estável a temperatura corporal , e , portanto , maior o consumo de alimentos e de oxigênio (por unidade de peso). Assim, pelo menos em princípio, quanto maior um animal endotérmico, maior a sua capacidade de resistência ao frio, o que explica por que , em geral, animais que vivem em regiões frias tendem a apresentar maior porte que indivíduos da mesma espécie que vivem em ambiente quente. Além disso, nos indivíduos de clima frio , em geral as "expansões" do corpo (orelhas e pernas) são menores, pois a maior superfície relativa dessas partes facilitaria a perda de calor do corpo , o que seria uma desvantagem. Outra adaptação ao frio é a capacidade de hibernação de alguns mamíferos, como certos morcegos e marmotas , em épocas de muito frio. A hibernação é uma espécie de sono profundo , com a manutenção da taxa metabólica em níveis muito baixos. A frequência cardíaca e a respiratória ficam reduzidas e a temperatura do corpo desses animais cai bastante. Com esse artifício, eles conseguem suportar as condições adversas do inverno, principalmente a escassez de comida , uma vez que, com o metabolismo reduzido, diminui o consumo de energia e eles podem viver à custa da gordura armazenada no corpo. No caso do urso-polar , a fêmea grávida passa o inverno dormindo, embora possa despertar de vez em quando. A frequência cardíaca do animal cai de 46 batimentos para 27 batimentos por minuto , mas sua temperatura diminui muito pouco e seu metabolismo continua mais alto que o de outros animais hibernantes . É nesse período que os filhotes nascem. Essa é uma espécie ameaçada de extinção devido , entre outros fatores , às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Eutrofização


Quando são lançados esgotos domésticos na água ou quando detergentes, fertilizantes ou adubos chegam a ela, o excesso de minerais provoca a proliferação excessiva de algas. A morte das algas acarreta um acúmulo de substâncias orgânicas na água , o que favorece  a multiplicação das bactérias decompositoras , aumentando o consumo de oxigênio para a decomposição . Começa, então, a faltar oxigênio na água , e os peixes e outros organismos aeróbios morrem (o oxigênio produzido pelas algas da superfície passa quase todo para o ar, em vez de dissolver-se na água). Com a falta de oxigênio, a decomposição da matéria orgânica , antes aeróbica, passa a ser anaeróbica. O que leva à produção de gases tóxicos , como o gás sulfídrico. Esse processo , pelo qual um ecossistema aquático adquire alta taxa de nutrientes (principalmente fosfato e nitrato), é chamado de eutrofização ou eutroficação. Pode ser causado pela atividade humana (eutrofização cultural) ou ser natural (eutrofização natural), que ocorre lentamente (em geral ao longo de milhares de anos). Em alguns casos, o excesso de nutrientes ou a variação de luminosidade leva à proliferação apenas de certas espécies de algas capazes de liberar substâncias que se concentram ao longo da cadeia, intoxicando peixes e mamíferos aquáticos. Nos locais onde esse fenômeno ocorre , o mar geralmente adquire coloração avermelhada (maré vermelha), provocada pelos pigmentos das algas em decomposição. Dependendo do tipo de alga, o mar pode adquirir um tom amarelado ou pardo.

Poluição Por Elementos Radioativos

Elementos radiativos causam mutações genéticas que podem desencadear doenças , como o câncer, e até mesmo provocar a morte dos indivíduos. Além disso, mutações que ocorrem nas células produtoras de gametas podem ser transmitidas ao longo das gerações. Assim, a preocupação sobre o que fazer com o lixo radioativo e como evitar a poluição por esses elementos deve ser sempre muito grande.  Na década de 1980 ocorreram dois importantes acidentes radioativos no mundo: em Cherbobyl (na antiga União Soviética) e em Goiânia (Brasil). Em 1986, a usina atômica de Chernobyl teve um de seus quatro reatores nucleares destruído por uma explosão seguida de incêndio. O acidente provocou a liberação de uma nuvem radiativa que atingiu não só as pessoas da cidade mais próxima (Kiev), como vários países da Europa. Foi, sem dúvida , o pior acidente nuclear da história, matando várias pessoas, mutilando outras e provocando doenças de vários tipos, desde câncer e lesões de pele até mutações genéticas preocupantes para as gerações futuras. Além de ter afetado diretamente o ser humano, essa nuvem radiativa contaminou a vegetação, os animais, o solo, os rios e os mares da região. Frutas, verduras, carne , leite e derivados não puderam mais ser consumidos, pois a radiação neles contida poderia contaminar pessoas sadias. No Brasil, em 1987, uma pequena cápsula contendo um pó radiativo, o césio-137 , foi aberta por pessoas desavisadas , provocando o acidente mais grave já registrado no mundo envolvendo esse tipo de elemento radiativo. Nessa cápsula havia apenas 19g de césio , que fazia parte de uma bomba de césio-137 abandonada nos escombros do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. A cápsula foi removida do local por sucateiros para ser vendida como ferro-velho. Ao abri-la , as pessoas ficaram atraídas pela luminescência do césio e manipularam o pó, passando-o pelo corpo e distribuindo-o entre parentes e amigos , inclusive crianças. Evidentemente não sabiam do perigo que estavam correndo, até porque um material como esse nunca poderia ter sido simplesmente deixado em um hospital desativado. O saldo dessa triste experiência foi a morte de quatro pessoas, a amputação do braço de outra pessoa e a contaminação de mais de duzentas. Os primeiros sintomas da contaminação pelo césio foram sentidos pelas vítimas algumas horas após o contato com o material: náuseas , vômito , tontura e diarreia. Depois apareceram as feridas provocadas pela radiação. Essas feridas são peculiares: no início surge uma vermelhidão e uma sensação de coceira, formigamento e dormência; a seguir surgem bolhas muito dolorosas , que se rompem formando as feridas. Dependendo do grau de contaminação , pode ocorrer necrose de tecidos e até a morte. Os acidentes de Chernobyl e de Goiânia não podem ser esquecidos. Eles nos servem como alerta para o grande perigo que os acidentes nucleares podem representar e despertam a atenção para mais um problema a ser resolvido pela humanidade: o que fazer com o lixo radiativo.

Reprodução Assexuada Das Plantas


A reprodução assexuada mantém o patrimônio genético constante ao longo das gerações e, em função disso, é um mecanismo muito empregado na agricultura para produzir grandes quantidades de um tipo de planta , mantendo suas características de interesse comercial. O principal meio de reprodução assexuada nas briófitas é a fragmentação: partes do corpo de uma planta são capazes de dar origem a outras plantas. Há , no entanto, outros processos, principalmente em hepáticas e musgos. Nestes grupos verifica-se a formação de propágulos, estruturas formadas por células meristemáticas, que são capazes de produzir uma nova planta. Os propágulos geralmente ficam abrigados no interior de estruturas especiais em forma de taça , denominadas conceptáculos , como mostra a foto ao lado. As plantas vasculares, a forma mais comum de reprodução assexuada é a propagação vegetativa, que ocorre principalmente a partir de caules, pois eles apresentam botões vegetativos ou gemas. Estas são formadas por tecidos indiferenciados que podem originar raízes e toda uma nova planta.  Em alguns casos, as folhas também podem dar origem a novos indivíduos, como se pode observar na fortuna (Os brotos nascem da margem do limbo) e na begônia (Os brotos nascem da base do pecíolo). Caules modificados que são subterrâneos podem também originar novas plantas a partir de suas gemas. É o caso do tubérculo da batatinha comum.


O Lixo


Cada  pessoa é responsável pela produção de cerca de 3,6 quilogramas de lixo por dia! O que fazer com esse lixo,  constituído por diversos materiais, como vidros , plásticos , metais , papéis , papelão e restos de comida ? Considere que a população humana vem crescendo muito. A sociedade de consumo vem aumentando a quantidade de lixo produzido graças aos inúmeros itens descartáveis que procuram "facilitar" o dia-a-dia das pessoas.  O problema do lixo é muito sério . Algumas soluções têm sido propostas , mas os resultados ainda são definitivos. Uma das soluções mais antigas, e que ainda utilizada, consiste simplesmente em remover o lixo de um local e transferi-lo para outro , na periferia das cidades , formando os imensos lixões a céu aberto . Além do mau cheiro , esses lixões são responsáveis por intensa proliferação de insetos , como moscas e baratas , e de outros animais, como ratos, causando um grave problema de saúde pública. Além disso , as populações de baixa renda passaram a explorar esses lixões recolhendo restos de comida, objetos e outros itens , o que coloca em risco sua própria saúde. Apesar de ainda existirem muitos lixões , eles são inaceitáveis. Atualmente , há formas mais adequadas para lidar com o lixo, como a construção de aterros sanitários , a incineração (queima) e a compostagem. Nos aterros sanitários , o solo é preparado de modo a receber uma impermeabilização e impedir que o lixo contamine o solo. Fazem-se também camadas alternadas de lixo e terra, evitando assim camadas alternadas de lixo e terra, evitando assim o mau cheiro e a proliferação de animais. Nesses aterros , bactérias anaeróbias realizam a decomposição da matéria orgânica; entre elas há as que produzem o gás metano. Como essa produção é intensa, devem existir locais próprios para a saída do gás, que pode ser coletado e usado como combustível. Quando não é aproveitado, geralmente esse gás é queimado nas chaminés que saem do substrato dos aterros. A incineração é realizada principalmente nos casos de lixo contaminado , como o de hospitais. Apesar de ser executado em incineradores apropriados, esse processo sempre gera um pouco de poluição do ar pela emissão de fumaça. A compostagem consiste em transformar a parte orgânica do lixo em um composto , que pode servir de fertilizante para o solo. É bastante útil porque além de ser uma solução  para o lixo orgânico também contribui para a agricultura e participa do processo de reciclagem da matéria orgânica. Para realizar a compostagem é necessário separar a matéria orgânica do resto do lixo, o que não é tarefa fácil. Por isso em algumas cidades as prefeituras têm feito a coleta seletiva, facilitando o tratamento do lixo urbano e a reciclagem de certos materiais. Nesses casos, separa-se a matéria orgânica que se decompõe facilmente (Como restos de comida) de outros materiais , como vidro, metal, papel e plástico, que podem ser reciclados, isto é , reaproveitados na fabricação de novos produtos.

A "Era Das Revoluções"


Durante a primeira metade do século XIX , grandes transformações tomaram curso no Ocidente . A indústria e as comunicações progrediram , a instrução primária pública se expandiu e a carreira militar  no novos exércitos passou a constituir uma forte atração para os jovens "plebeus", entre os quais se propagavam os ideais liberais. Diante da expansão da população urbana e do acesso crescente à cultura , as questões sociais e políticas , publicadas na imprensa, passaram a atingir a opinião pública na imprensa, passaram a atingir a opinião pública com maior intensidade. Assim , movimentos de inspiração liberal, favoráveis a governos constitucionais , começaram a contestar as ideias da Santa Aliança. Doutrinas liberais , inicialmente subversivas , aos poucos , tornaram-se justificativas morais, dando legitimidade à ideia de revolução . Sob essa óptica , para boa parte da população europeia , monarcas e autoridades que não se submetiam às leis passaram a ser rejeitados como tiranos.   O historiador Eric Hobsbawm considera a primeira metade do século XIX como a "Era das Revoluções". Nesse período , organizações liberais e revolucionárias, na Europa e na América, disseminaram ideias de liberdade , soberania popular , igualdade civil e direitos humanos inalienáveis. Ativistas liberais e nacionalistas , inspirados na Revolução Francesa, instigavam a revolução permanente . Guerras de independência nacional sacudiram a América Latina. Levantes democráticos e revolucionários , revoltas políticas e sociais, guerras civis e os primeiros movimentos de massa abalaram boa parte da Europa. Na Grã-Bretanha, nos países Baixos e na Escandinávia , em geral , as disputas políticas foram travadas por meio dos parlamentos, sendo menos comum o recurso à violência. No centro do continente , todavia, os conflitos tornaram-se mais agudos. De 1815 a 1848, três grandes ondas revolucionárias sacudiram o Ocidente. De 1820 a 1829 , os levantes liberais predominaram nos países mediterrâneos e na Rússia. Em 1829 , na esteira das independências latino-americanas, um grande levante liberal aconteceu na Espanha.
Na mesma época, eclodiram conspirações na Itália. Em 1825 , por sua vez, ocorreu a insurreição dos liberais russos conhecidos como "Dezembristas". Mais tarde , em 1829 , com o apoio de ingleses e russos , a independência da Grécia do Império Turco foi reconhecida.  De 1830 a 1834 , novos investimentos eclodiram na Europa e na América do Norte. Na França , em 1830 , perante a derrota nas eleições para os liberais , o monarca Carlos X, ultrarreacionário, decretou medidas arbitrárias por meio das Ordenações de Julho, dissolvendo a câmara liberal recém-eleita e estabelecendo a censura à imprensa e novas restrições ao sufrágio. Com isso, estourou uma revolução popular. Em paris , os rebeldes fizeram barricadas. Pressionado, Carlos X abdicou e a alta burguesia, favorável a uma monarquia constitucional , entregou o trono ao duque de Orleans, Luís Filipe. A Revolução de 1830 , iniciada na França , repercutiu em toda a Europa. A Bélgica separou-se da Holanda. Da Alemanha à Península Ibérica , agitações liberais foram reprimidas: os poloneses pelos russos , os italianos carbonários pelos austríacos e assim por diante . De qualquer forma , embora a maioria dos movimentos com participação popular tenha malogrado e sofrido fortíssima repressão , durante os anos 1820 e 1830 , as manifestações foram eficientes em garantir o estabelecimento de constituições liberais moderadas no ocidente europeu.

As Multinacionais


No contexto da economia mundial globalizada, a disputa econômica entre países e empresas tem como palco todo o mercado mundial. Neste processo ocorreu uma grande difusão de hábitos de consumo e modo de vida dos países desenvolvidos , com suas marcas mundialmente conhecidas de redes de "Fast-Food", supermercados etc. Vivemos rodeados por produtos das mais diversas origens , fabricados por empresas multinacionais bastante conhecidas. Atualmente a economia do mundo está fortemente interligada. Os produtos que chegam aos consumidores são apenas a parte final de uma complexa rede de produção, distribuição, divulgação e comercialização. Vivemos em uma país cuja economia é globalizada e muito dependente das multinacionais. E esse fato tem muita influência em nosso modo de vida. As empresas multinacionais ampliaram seus mercados , vendem produtos em praticamente todos os países , aumentaram o número de filiais em todo o globo e compraram muitas empresas em vários países , principalmente nos subdesenvolvidos. Multinacionais de vários setores - comércio, indústria , telecomunicações, bancos , entretenimento etc - Ampliaram a sua presença no mundo inteiro. Mas o destino dos lucros transferidos pelas filiais , as grandes decisões sobre investimentos e corte de custos e os centros de pesquisas para desenvolvimento de tecnologia , por exemplo, permanecem concentrados nas sedes dessas empresas , situadas nos países desenvolvidos. Assim, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990 , foi intensificado o processo de concentração do capital , por meio de fusões e aquisições, levando à formação de oligopólios mundiais.
Agora um pequeno número de grandes corporações multinacionais ou transnacionais domina mercados importantes , como os de  comercialização de produtos de alta tecnologia (computadores, equipamentos de telecomunicações , aviões), de automóveis , de produtos farmacêuticos , e os setores ligados aos serviços (Bancos , telefonia , entretenimento). Algumas empresas movimentam anualmente um capital superior à economia de vários países reunidos. Em conjunto, são responsáveis por cerca de 70% do comercio mundial de mercadorias. Os países escolhidos para os investimentos dessas empresas são aqueles que oferecem maiores vantagens : Mão-de-Obra barata e qualificada, matéria-prima abundante , mercado consumidor, baixo custo para a instalação das empresas e incentivos fiscais (isenção ou redução de impostos).

A História das Mariposas Críticas e Réplicas



A história das mariposas de Manchester, na Inglaterra  aparece em vários livros como um exemplo clássico de evolução por seleção natural. No entanto, ela tem sido alvo de críticas por parte de alguns cientistas . Há duas variedades principais dessas espécies de mariposa , uma de cor cinza clara com pequenas manchas pretas e outras mais escuras. Antes da industrialização  , por volta de 1850, as mariposas claras eram mais comuns em Manchester após a revolução industrial, a variedade escura passou a ser dominante nas áreas próximas às industriais.  Por volta de 1900 , elas já apresentavam cerca de 98% da população dessas mariposas nas regiões industrializadas da Inglaterra . Nos anos de 1950 , o médico e geneticista inglês Henry Bernard (1907-1979) realizou uma série de experimentos que forneceram evidências á favor da explicação para essa mudança nas regiões não poluídas os pássaros localizaram  e comiam com mais facilidades, as mariposas escuras , pois as formas claras ficavam camufladas sobre os troncos cobertos de líquens .
A população  provocada pela industrialização destruiu os líquens e  escureceu os troncos . Com isso as formas escuras ficaram mais camufladas e protegidas dos pássaros - Ao contrário das formas claras - e aumentaram de número . Esse fenômeno ficou conhecido como melanismo industrial a forma mais escura é chamada de forma "melânica" . E ocorreu também com muitas outras espécies de mariposas que vivem em áreas poluídas em outros locais do mundo. Alguns cientistas afirmaram que em condições naturais, as mariposas  não repousam  sobre os troncos e  citaram o pesquisador inglês Michael Majerus (1954-2009) , especialista no assunto e autor do livro  "Melanism: Evolution in Action" . Contudo , o que Majerus afirma no livro (p. 122) e é que esses insetos geralmente repousam em partes não expostas dos troncos. em três locais: a) nos troncos de algumas polegadas abaixo da junção com os ramos, na região de sombra ; b) na parte de baixo das ramificações do caule ; c) no ramo com folhas. Convém  lembrar que os pássaros procuram por mariposas em todas as partes das árvores que são igualmente afetadas pela poluição , o que torna a forma escura mais camuflada nas regiões poluídas independentemente do local onde repousem . Experimentos feitos por Rory Howlett e Michael Majerus mostraram que não há diferenças significativas de predação em posições expostas e não expostas.  As fotos que aparecem na maioria dos livros didáticos foram feitas muitas vezes com mariposas mortas e colocadas nos troncos . No livro de Majerus  e em vários artigos, porém, há fotos de mariposas vivas que pousaram naturalmente nos ramos e troncos . Além disso as fotos nos livros didáticos tem apenas a função de ilustrar a camuflagem das duas formas de mariposas . As evidências de que a camuflagem e a predação pelos pássaros foram os principais fatores de seleção natural para a mudança na frequência da cor na população de mariposas não vem dessas fotos, e sim de um série de experimentos realizados não apenas por Kettlewell , mas por vários cientistas ao longo de muitos anos.

Regiões Metropolitanas Brasileiras


Em 2009 o Brasil possuía 26 regiões metropolitanas em três regiões Integradas de Desenvolvimento (Ride) , envolvendo 386 municípios e cerca de 80 milhões de habitantes (42% da população total do país ). As regiões metropolitanas brasileiras foram criadas por lei aprovada no Congresso Nacional em 1973 , que as definiu como um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central , com serviços públicos e infraestrutura comum , que deveriam ser reconhecidas pelo IBGE. A Constituição de 1988 permitiu a estabilização do reconhecimento legal das metrópoles , conforme o artigo 25 , parágrafo 3ª - "Os Estados Poderão , mediate lei complementar instituir regiões metropolitanas , aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios e a execução de funções públicas de interesse comum" . As regiões Integradas de Desenvolvimento também são regiões metropolitanas , mas os municípios que as compõem se situam em mais de um estado e, por causa disso , são criadas por Lei Federal. À medida que as cidades vão se expandindo horizontalmente, ocorre a conurbação , ou seja , elas se tornam contínuas e integradas . Embora com administrações diferentes , especialmente é como se fossem uma única cidade, portanto, os problemas de infraestrutura urbana passam a ser comuns ao conjunto de municípios que formam a região metropolitana e Rides brasileiras existentes em 2009 , duas - São Paulo e Rio de Janeiro - são nacionais , pelo fato de polarizarem o país inteiro . Ambas também são consideradas cidades globais por estarem fortemente integradas aos fluxos mundiais . É nessas cidades , especialmente em São Paulo , que estão as sedes dos grandes bancos e das indústrias do país , os centros de pesquisa mais avançados. As bolsas de valores e mercadorias , os grandes grupos de comunicação , os melhores hospitais etc. As outras regiões metropolitanas e 3 rides são consideradas regionais . A classificação está associada à escala geográfica de sua população.


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